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CCC_Collecting Collections and Concepts,
Uma viagem iconoclasta por coleções de coisas em forma de assim
An iconoclastic journey through collections of formless things

Comissariado de / Curated by _ Paulo Mendes

www.cccguimaraes2012.com
+info _ PDF _ CCC PROJECTO 2012 

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Fotografias _ Paulo Mendes Archive Studio (Blues Photography Studio)

ccc

O projecto Collecting Collections and Concepts teve como ponto de partida a ideia de coleção, termo operativo para definir um conjunto de objectos, obras, que reunidos constituíram as designadas coleções.

A formalização desta ideia num projecto expositivo passou então pela utilização de obras que integram algumas das coleções institucionais públicas e privadas portuguesas como a Fundação de Serralves, a coleção Caixa Geral de Depósitos, a coleção de fotografia BESart – Coleção Banco Espírito Santo, a coleção do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, a coleção da Fundação EDP,  a coleção do Museu do Neo-Realismo, entre outras.

Co-habitando com as obras recolhidas nas coleções existentes esteve um importante conjunto de novas obras produzidas por artistas portugueses e internacionais para esta exposição.

Com inauguração em Março de 2012, a exposição teve lugar num antigo espaço industrial, a fábrica têxtil Asa. A zona ocupada por este projecto tem aproximadamente 2800 m2, numa estrutura industrial reabilitada, que recebeu várias outras exposições e eventos da programação da Capital Europeia da Cultura. A arquitectura do espaço foi adaptada pela produção deste projecto com a colaboração das estruturas associadas à gestão da CEC Guimarães 2012, de forma a receber este projecto expositivo, que se desenrolou em vários departamentos articulados por temáticas associadas aos conceitos referenciados no título do projecto Collecting_Collections_Concepts.

A narrativa expositiva questionou os modos de exposição mais tradicionais, esquivando-se à especialização museológica e aproximando este projecto do cabinet d’amateur, criando uma desconcertante articulação conceptual subjacente ao acto de colecionar, acumular e arquivar objectos e obras de arte.

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As obras “apropriadas” das coleções funcionaram em diálogo com os novos trabalhos produzidos. Este conjunto extenso de obras eruditas coexistiu com coleções amadoras e seus objectos dessacralizados, exemplares da produção massificada, industrial e pós-fordista.

Nestas ruínas reactivadas foi instalado um dispositivo expositivo que utilizou materiais de construção civil estandardizados e precários, mantendo as características de um espaço com memória e passado industrial. Materiais low tech correspondendo a uma exposição low budget. Concretizando esta posição não se apagou a presença da antiga estrutura fabril, razão pela qual certas características foram conservadas e certos equipamentos e objectos estiveram presentes na montagem final da exposição, gerando espaços de ressonância com a questão laboral, fabricação, manufactura e distribuição. A memória individual intercepta-se com a memória colectiva. O display da exposição funcionou de forma orgânica, através de uma rede organizacional tentacular, que foi sendo distribuída ao longo do espaço de exposição, ocupando uma área expositiva com múltiplos núcleos temáticos.

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A entrada na exposição acontecia de forma confrontacional com um trabalho de Harun Farocki, “Workers Leaving the Factory”, onde se reclamava a reencenação da imagem iniciática do filme dos irmãos Lumière. Numa sucessão de excertos de filmes eram apresentados operários a abandonarem as fábricas, no sentido literal (fim de um dia de trabalho) e simbólico (fecho das unidades fabris). Simultaneamente, os visitantes estavam a  entrar num espaço reconvertido, agora cultural, que visitam durante o seu tempo de lazer.

A exposição foi acompanhada por um catálogo/livro que não só registou o trabalho expositivo apresentado, como também teve uma importante componente de textos redigidos por especialistas de diversas áreas – sociologia, antropologia, galeristas e colecionadores de arte, que contribuíram com depoimentos sobre esta temática. Este livro constitui-se como uma enciclopédia visual e escrita tendo como base de trabalho uma ideia expandida de coleção.

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Fotografias _ Paulo Mendes Archive Studio (Blues Photography Studio)


CCC _ COMITÉ CENTRAL

Concepção _ Comissariado _ Direcção geral da produção
Paulo Mendes

Coordenação editorial
Paulo Mendes + Sandra Vieira Jürgens

Produção Executiva
Plano Geométrico A. C.

Equipa de produção Plano Geométrico A.C.
Rui Manuel Vieira
Pedro Araújo
Juan Luis Toboso

Cenografia e montagem
Paulo Mendes

Design do projecto CCC
Paulo Mendes
Livro
R2
Website
Manuel Granja
Ricardo Freitas

Registo documental
Paulo Mendes
Rui Manuel Vieira
Israel Pimenta

Contabilidade
Inteliconta, Serviços de Contabilidade e Consultoria Fiscal, Lda

Consultores
Paulo Vinhas

Equipa de montagem
André Lemos
Cândido Jacob
Heitor Fonseca
João Nora
Laurindo Marta
Luís Simões
Nelson Melo
Rui Cavalheiro
Vasco Costa

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